Pensamentos Inconsistentes
Eu tenho certa psicose que me leva a ser inconsistente. E eu não tenho idéia de como meu marido me agüenta.
Minha psicose começa com a tal das cotas de palavras diárias. Pra quem não sabe, existem estudos que dizem que a mulher tem uma cota média de 2 mil palavras a serem regurgitadas por dia. No meu caso, tenho um erro de fabricação e a cota é muito mais alta. As vezes, passo o dia sozinha, ou seja, acumulando as palavras que precisam, invariavelmente, sair até meia noite daquele dia. O encontro com meu marido se dá com um beijinho e a clássica pergunta “como foi seu dia?”. Aí eu começo e não páro até sobrarem umas 100 palavras para a hora do jantar e duas (“boa noite”) para antes de dormir.
Ontem me dei conta de como sou, nessa psicose de cotas, inconsistente. Acontece que, durante a verborragia, falo o que penso e o que não penso. Digo hoje que odeio fulano, porque fulano me mandou um email e não disse beijo no final e isso me magoa, porque eu sou uma pessoa que manda beijo pra todo mundo no final do email e eu não acho certo que fulano faça isso comigo. No dia seguinte, eu conto, toda feliz como eu amo fulano, porque fulano me mandou uma mensagem de texto nos convidando pra ir tomar chope na sexta feira e agora nos somos melhores amigos de novo e eu não entendo como tem gente que não gosta do fulano.
Há duas semanas xinguei todas, porque tem um cara velho que tá fazendo trabalho de grupo comigo e o sujeito é muito chato, faz umas perguntas “nada a ver” e diz que vai trabalhar no projeto e nunca trabalha e eu acho isso a maior sacanagem e o velho me mandou um email fazendo um milhão de perguntas e ele podia perfeitamente responde-las sozinho se prestasse um pouco mais de atenção etc etc. Essa semana, o velho imergiu no trabalho e fez umas paradas do cacete, que me fizeram perceber, inclusive, que ele não é velho, mas é um cara super gente boa, novo, inteligente e esforçado.
Meu marido, como todo bom marido ouve em total silêncio, de vez em quando balança a cabeça, solta uns “ahans” e, quando eu paro para respirar, acho que acabou, ele estimula “fala mais, você tá precisando falar”.
Minha psicose começa com a tal das cotas de palavras diárias. Pra quem não sabe, existem estudos que dizem que a mulher tem uma cota média de 2 mil palavras a serem regurgitadas por dia. No meu caso, tenho um erro de fabricação e a cota é muito mais alta. As vezes, passo o dia sozinha, ou seja, acumulando as palavras que precisam, invariavelmente, sair até meia noite daquele dia. O encontro com meu marido se dá com um beijinho e a clássica pergunta “como foi seu dia?”. Aí eu começo e não páro até sobrarem umas 100 palavras para a hora do jantar e duas (“boa noite”) para antes de dormir.
Ontem me dei conta de como sou, nessa psicose de cotas, inconsistente. Acontece que, durante a verborragia, falo o que penso e o que não penso. Digo hoje que odeio fulano, porque fulano me mandou um email e não disse beijo no final e isso me magoa, porque eu sou uma pessoa que manda beijo pra todo mundo no final do email e eu não acho certo que fulano faça isso comigo. No dia seguinte, eu conto, toda feliz como eu amo fulano, porque fulano me mandou uma mensagem de texto nos convidando pra ir tomar chope na sexta feira e agora nos somos melhores amigos de novo e eu não entendo como tem gente que não gosta do fulano.
Há duas semanas xinguei todas, porque tem um cara velho que tá fazendo trabalho de grupo comigo e o sujeito é muito chato, faz umas perguntas “nada a ver” e diz que vai trabalhar no projeto e nunca trabalha e eu acho isso a maior sacanagem e o velho me mandou um email fazendo um milhão de perguntas e ele podia perfeitamente responde-las sozinho se prestasse um pouco mais de atenção etc etc. Essa semana, o velho imergiu no trabalho e fez umas paradas do cacete, que me fizeram perceber, inclusive, que ele não é velho, mas é um cara super gente boa, novo, inteligente e esforçado.
Meu marido, como todo bom marido ouve em total silêncio, de vez em quando balança a cabeça, solta uns “ahans” e, quando eu paro para respirar, acho que acabou, ele estimula “fala mais, você tá precisando falar”.

0 Comments:
Postar um comentário
<< Home