Chapada Diamantina - Dia 6
Mais uma madrugada. Eram 5:30 quando deixamos a barraca. Na mochila, o necessário: 3 litros de água, sanduíches, protetor solar e, por via das dúvidas, um casaquinho. Tomamos café na tia ao lado do camping. Com fome, pedi um bolo de cenoura com chocolate, uma vitamina de banana com nescau, um suco de laranha e um sanduiche de queijo com ovo. As porções eram gigantescas e precisei da ajuda do Pedro.
Eu queria ir de carro até a entrada do parque, que nos levaria à Cachoeira da Fumaça. O Pedro não. Ele ganhou e seguimos by feet mesmo. É claro que o caminho era muito mais longe do que nas nossas lembranças e até a chegada do parque já havíamos andado quase dois quilômetros, comendo poeira pela estrada.
A primeira parte da trilha, como nos informou um senhor que levava sua mula para sabe-se lá aonde, seria uma subida de uma hora e, então, andaríamos mais 60 minutos no plano. E assim foi. O céu nos abençoou com um dia nublado e caminhada seguiu num ritmo bem acelerado, apesar de a subida ser bem íngreme.
É muito interessante como as trilhas da Chapada são tão bem marcadas pelas pegadas humanas e animais. São poucas as bifurcações e o caminho tem um traçado natural perfeito, permitindo aos andarilhos seguir com mais tranquilidade ao destino final. Na subida, o chão seco e íngreme formou uma escada natural que não ajuda muito o joelho.
O cume da Cachoeira da Fumaça é estoneante. Do alto de seus 380m a água cai num verde vale que se extende em forma de corredor e segue para além da vista. Como o leito do rio não é forte, em épocas de seca, como era aquela, a queda d'agua é bem fraca e torna-se uma humilde goteira que se perde na altura. Mesmo sem a esperada água, a vista deslumbra.
Na beira do abismo uma pedra se extende, permitindo aos curiosos e corajosos olharem o chão, 400m abaixo. Confesso que de tão alto, fiquei um pouco tonta. O que meus olhos viram não sai em nenhuma fotografia e espero que não saia da memória jamais.
Uma das curiosidades da Cachoeira da Fumaça é a hospitalidade dos animais. Alguns roedores vieram nos cumprimentar com olhos de fome. Enquanto estivemos lá, ficaram nos rodeando, ora se escondendo nas pedras, ora procurando algum sanduiche dando sopa. Os passarinhos eram um pouco mais abusados. Chegavam bem próximos de nós e piavam ao nos ver comer. Contra toda a ética da ecologia, não resisti e dei um pedacinho de pão ao pedinte pássaro. Mas ora, ele chegou bem próximo a minha mão, olhou o pedaço, fez cara de mau e saiu de perto, aos pulinhos. Só agradeceu quando ofereci uma migalha um pouco mais farta. Comeu-a e saiu pulando pelo chão. Ouvi um resmungo, mas acreditei que era coisa da minha cabeça.
Além dos animais selvagens fica no cume o Seu Paulo, responsável por uma lanchonete improvisada, que contava com alguns isopores de sanduiche e sucos naturais e uma placa oferencendo seus serviços. É verdade que corta um pouco do encanto, mas, ouvi dizer que o pastel de jaca era sensacional. Não experimentei.
No cume estava, também, um casal. Guias pelo Centro Excursionista Brasileiro (CEB), os dois conheciam muito bem a Chapada Diamantina, que visitavam duas vezes por ano. Dessa vez, já estavam dentro do parque, acampando e explorando, há 6 dias e ficariam mais alguns. As mochilas cargueiras estavam cheias e o casal repleto de energia se despediu e seguiu adiante.
Nós descemos. A volta, sem a íngreme subida, foi mais rápida e fácil. Em 1h 40min estávamos na estrada. Como reclamei por termos ido à pé! Como ansiei por um carro que me levasse direto para a barraca! Como pareci uma criança mimada! Confesso que só me acalmei depois de tomar banho, chegar ao centro do Vale do Capão (3 minutos à pé do camping) DE CARRO e ver na minha frente o prato do almoço, obviamente acompanhado de uma cerveja gelada.
Eu queria ir de carro até a entrada do parque, que nos levaria à Cachoeira da Fumaça. O Pedro não. Ele ganhou e seguimos by feet mesmo. É claro que o caminho era muito mais longe do que nas nossas lembranças e até a chegada do parque já havíamos andado quase dois quilômetros, comendo poeira pela estrada.
A primeira parte da trilha, como nos informou um senhor que levava sua mula para sabe-se lá aonde, seria uma subida de uma hora e, então, andaríamos mais 60 minutos no plano. E assim foi. O céu nos abençoou com um dia nublado e caminhada seguiu num ritmo bem acelerado, apesar de a subida ser bem íngreme.
É muito interessante como as trilhas da Chapada são tão bem marcadas pelas pegadas humanas e animais. São poucas as bifurcações e o caminho tem um traçado natural perfeito, permitindo aos andarilhos seguir com mais tranquilidade ao destino final. Na subida, o chão seco e íngreme formou uma escada natural que não ajuda muito o joelho.
O cume da Cachoeira da Fumaça é estoneante. Do alto de seus 380m a água cai num verde vale que se extende em forma de corredor e segue para além da vista. Como o leito do rio não é forte, em épocas de seca, como era aquela, a queda d'agua é bem fraca e torna-se uma humilde goteira que se perde na altura. Mesmo sem a esperada água, a vista deslumbra.
Na beira do abismo uma pedra se extende, permitindo aos curiosos e corajosos olharem o chão, 400m abaixo. Confesso que de tão alto, fiquei um pouco tonta. O que meus olhos viram não sai em nenhuma fotografia e espero que não saia da memória jamais.
Uma das curiosidades da Cachoeira da Fumaça é a hospitalidade dos animais. Alguns roedores vieram nos cumprimentar com olhos de fome. Enquanto estivemos lá, ficaram nos rodeando, ora se escondendo nas pedras, ora procurando algum sanduiche dando sopa. Os passarinhos eram um pouco mais abusados. Chegavam bem próximos de nós e piavam ao nos ver comer. Contra toda a ética da ecologia, não resisti e dei um pedacinho de pão ao pedinte pássaro. Mas ora, ele chegou bem próximo a minha mão, olhou o pedaço, fez cara de mau e saiu de perto, aos pulinhos. Só agradeceu quando ofereci uma migalha um pouco mais farta. Comeu-a e saiu pulando pelo chão. Ouvi um resmungo, mas acreditei que era coisa da minha cabeça.
Além dos animais selvagens fica no cume o Seu Paulo, responsável por uma lanchonete improvisada, que contava com alguns isopores de sanduiche e sucos naturais e uma placa oferencendo seus serviços. É verdade que corta um pouco do encanto, mas, ouvi dizer que o pastel de jaca era sensacional. Não experimentei.
No cume estava, também, um casal. Guias pelo Centro Excursionista Brasileiro (CEB), os dois conheciam muito bem a Chapada Diamantina, que visitavam duas vezes por ano. Dessa vez, já estavam dentro do parque, acampando e explorando, há 6 dias e ficariam mais alguns. As mochilas cargueiras estavam cheias e o casal repleto de energia se despediu e seguiu adiante.
Nós descemos. A volta, sem a íngreme subida, foi mais rápida e fácil. Em 1h 40min estávamos na estrada. Como reclamei por termos ido à pé! Como ansiei por um carro que me levasse direto para a barraca! Como pareci uma criança mimada! Confesso que só me acalmei depois de tomar banho, chegar ao centro do Vale do Capão (3 minutos à pé do camping) DE CARRO e ver na minha frente o prato do almoço, obviamente acompanhado de uma cerveja gelada.
